DICAS DE COMO COMBATER A OBESIDADE INFANTIL CAUSADA POR SEDENTARISMO DURANTE PANDEMIA DE COVID

Atualizado: 6 de Set de 2020

Uma análise publicada pelo Banco Mundial em 26 de agosto apontou que a obesidade não só aumenta o risco de morte em pacientes com Covid-19 em quase 50%, mas também pode limitar a eficiência de uma vacina contra o novo coronavírus.

Altos níveis de estresse podem afetar nosso sono e nos fazer sentir lentos e cansados, reduzir nossos níveis de energia e nos tornar menos propensos a fazer exercícios.



Quando não nos exercitamos, fazemos escolhas alimentares piores intuitivamente, o que nos prende em um ciclo negativo que acaba afetando nossa saúde física e nosso bem-estar emocional e mental.

Profissionais de Saúde temem que uma queda brusca nos níveis de condicionamento físico possa ser seguida por um aumento nas doenças crônicas associadas à falta de exercícios físicos, como obesidade e problemas cardíacos.

Algumas dessas condições também tornam as pessoas mais propensas a sofrer os efeitos graves da Covid-19, em meio a relatos de segundas ondas de contágio em várias partes do globo.

Estudos mostram que os níveis de exercício caíram durante o isolamento e permaneceram mais baixos do que o normal, mesmo onde as restrições foram suspensas. Autoridades em saúde temem um aumento na obesidade e outras doenças.


Índices de obesidade e sobrepeso quase triplicaram, aponta OMS

Pesquisa revela que no Brasil uma em cada cinco pessoas é obesa e mais da metade da população das capitais estão com excesso de peso.

A obesidade é uma das doenças que mais tem crescido nos últimos anos em nível global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que os índices de obesidade e sobrepeso quase triplicaram desde 1975. Em todo o mundo, existem pelo menos 650 milhões de obesos.

O Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para receber contribuições sobre o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Sobrepeso e Obesidade em adultos. Representantes da sociedade civil e profissionais de saúde podem contribuir por meio de produções científicas ou relatos de experiências até o dia 10 de agosto.



Um artigo publicado pela British Medical jornal mostra que meninos e meninas estão fazendo cada vez menos atividade física. Apesar de parecer uma conclusão óbvia, este foi um dos primeiros trabalhos feitos de forma prospectiva a chegar nessa conclusão.

Prospectivo significa olhar para o futuro, no caso o estudo realizado na Inglaterra acompanhou as crianças dos 7 aos 15 anos e todas elas apresentaram diminuição no tempo de atividade física e exercício físico.

A principal conclusão do estudo é que ainda crianças, meninos e meninas estão ficando mais sedentários, até então se achava que as meninas eram o principal grupo de risco e que o problema só começava na adolescência.

Os números são assustadores, pois acompanham o aumento da obesidade em crianças e adolescentes. Doenças antes exclusivas de adultos como o diabetes tipo 2, refluxo gastroesofágico, hipertensão e síndrome metabólica estão cada vez sendo mais diagnosticadas em crianças.


O que fazer?

Toda a família deve estar engajada no mesmo estilo de vida da criança ou adolescente, não adianta os pais e irmãos estimularem uma alimentação saudável e comer errado na frente da criança, atitudes são mais fortes que palavras.


Veja 5 dicas de mudanças.

1. Diminuir o tempo na frente das telas a menos de 2 horas por dia;

2. Retirar TVs dos quartos e da cozinha;

3. Permitir que crianças possam ter mais de 9 horas de sono;

4. Não estimular o relacionamento com comida como forma de recompensa ou punição;

5. Toda a família deve estar engajada em pelo menos 1 hora de exercício moderado a vigoroso por dia. Fazer uma trilha, passear com o cachorro, descer ou subir as escadas do prédio. São muitas as opções!


Algumas dicas de atitudes que ajudam a manter este plano:

1. Para começar uma mudança, escolha uma ou duas atitudes possíveis;

2. As metas têm que ser atingíveis –comece devagar;

3. Crie uma métrica para reavaliação dentro da rotina da criança –o acompanhamento com os profissionais de saúde deve servir para estes ajustes;

4. Somente após a rotina de monitoramento ter sido estabelecida, você deve acrescentar novas mudanças Mães e pais devem elogiar os resultados positivos dos filhos. Apontar apenas os erros e problemas é um erro comum;

5. Toda a família deve buscar estar envolvida não somente na mesma alimentação, mas também na atividade física e lazer.

Família saudável é uma família unida.


ATENÇÃO

Obesidade pode provocar desgastes precoces nas cartilagens,