ESTENOSE LOMBAR

Já ouviu falar em estenose lombar?

A coluna vertebral é composta por diversas estruturas, dentre elas os ossos das vértebras, os discos intervertebrais e, por dentro dos orifícios dos ossos vertebrais, há o canal medular com os nervos e as ramificações nervosas da coluna.

A coluna vertebral pode ser dividida em três grandes áreas: cervical, que é a área que envolve o pescoço e a nuca; torácica, que é a área no meio das costas e região lombar, que abrange o final da coluna.

A estenose é um estreitamento do canal medular, por onde passa a medula espinhal e os nervos. Esse estreitamento pode ocorrer por diversas razões, gerando uma compressão nos nervos da região e isso resulta em sintomas para o paciente.

Veja com mais detalhes abaixo:



O QUE É ESTENOSE LOMBAR?

A estenose cervical é a denominação que se dá ao conjunto de processos do envelhecimento natural que ocorre na coluna cervical, processos esses como a degeneração da superfície articular, ligamentos, diminuição da altura do intervalo entre os corpos vertebrais, com decorrente aumento além de seus limites fazendo com que haja compressão no canal central da coluna, estreitamento este gradativo do citado canal e dos forames de conjugação (por onde saem os nervos que vão para os membros superiores), podendo comprometer tanto as raízes nervosas como a medula espinhal.

Estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar. O canal vertebral contém a medula espinhal desde a porção cervical até a porção lombar alta. A porção média e a inferior do canal lombar contém as raízes nervosas da chamada cauda eqüina. O canal estreito pode comprimir estas raízes e determinar sinais e sintomas neurológicos.




SINTOMAS DA ESTENOSE LOMBAR

Os sintomas da estenose lombar incluem dor e até cãimbras na região.

Os sintomas da estenose lombar incluem dor, até câimbras na região lombar, mas também dor na região dos glúteos, coxas e panturrilhas, geralmente ao andar, subir escadas ou mesmo ao ficar de pé.

A dor não é aliviada ao ficar de pé ou parar a caminhada, mas sim ao sentar-se e ao flexionar a coluna, aliviando a região lombar.

Além da dor, podem estar presentes também parestesia dos membros inferiores, fraqueza muscular e diminuição dos reflexos.

Em alguns casos, pode haver formigamento na região das pernas e em casos severos pode acometer o trato urinário, com o paciente apresentando dificuldade de urinar ou perda da capacidade de controlar a urina. O mesmo pode ocorrer com a função intestinal.

A chamada síndrome da cauda equina é um quadro clínico no qual há perda do controle da função urinária e fecal, demandando intervenção médica urgente e imediata.

A dor da estenose lombar, caracterizada por dor nas pernas, é conhecida como “claudicação”. Esse nome é em homenagem ao imperador Romano Claudius, que apresentava dor e perda da força nas pernas ao caminhar.

Existem dois tipos de claudicação: claudicação neurogênica, que ocorre quando há compressão dos nervos, típico da estenose lombar. E claudicação vascular, quando ocorre estreitamento das artérias.



CAUSAS

A estenose lombar ocorre geralmente pelo estreitamento ósseo do canal medular. Esse estreitamento ósseo ocorre por maior produção óssea em algumas regiões das vértebras, em virtude de algumas situações clínicas.

As causas da estenose lombar podem ser congênitas (quando se apresentam desde o nascimento) ou adquiridas, com o envelhecimento.

As hérnias de disco, situações em que o disco intervertebral encontra-se desgastado ou fora do seu local de origem, acaba gerando, em uma tentativa de proteção do organismo, a produção de esporões ósseos, denominados comumente de “bicos de papagaio” (osteófitos) e pode afetar adultos.

Outras causas comuns são:

  • Doença discal degenerativa;

  • Espondilose;

  • Doença de Paget;

  • Osteoartrite;

  • Espondilolistese com compressão da cauda equina;

  • Artrite reumatoide;

  • Espondilite anquilosante.

A espondilolistese, por exemplo, é uma sub luxação da vértebra lombar, consequência de um defeito congênito nos pares interarticulares.


TIPOS DE ESTENOSE LOMBAR

Há alguns tipos de estenose lombar.

A estenose lombar pode ser congênita, quando presente ao nascimento, ou adquirida, resultado do envelhecimento e de doenças degenerativas que afetam a coluna vertebral.

Conforme sua localização na região lombar, ela pode ser: central, lateral, foraminal e extra-foraminal. Esse tipo de classificação é importante para estabelecimento do tratamento correto.



DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da estenose lombar deve ser realizado por um médico ortopedista ou neurocirurgião.

Muitas pessoas acham que a rigidez da coluna vertebral é algo normal do envelhecimento, porém, sintomas como formigamento, perda de força muscular, perda da sensibilidade devem servir de sinal de alerta, fazendo com que o paciente busque diagnóstico médico o quanto antes.

Exames de raio-X são bastante úteis para eliminar outras patologias, como traumas e fraturas na região da coluna. Outras condições como tumores e doenças metabólicas também podem ter diagnóstico diferencial.

A ressonância magnética é o melhor exame para avaliar a coluna tridimensionalmente. Com esse exame de imagem, o médico consegue ter uma visão precisa da anatomia da coluna do paciente e verificar possíveis alterações.

Além disso, um exame clínico apropriado, com exames de flexão, além do histórico da doença (como e quando começou, melhora ou piora quando caminha, senta ou deita), podem dar informações úteis para fechar o diagnóstico.


TRATAMENTO

Existem opções de tratamento ocnservador e cirúrgico para a estenose lombar

O tratamento proposto varia conforme o grau de estenose presente, bem como a gravidade dos sintomas. Por isso é tão importante que o paciente busque um atendimento médico quando os sintomas iniciarem, não deixando a doença evoluir.

O tratamento, a princípio, é não cirúrgico e conservador. Por algumas semanas (recomenda-se, ao menos, 6 semanas), esse tratamento conservador é instituído e o paciente avaliado sobre a resposta frente ao tratamento.

O tratamento cirúrgico é proposto somente se a resposta do paciente frente ao tratamento conservador não tiver sido adequada.

A fisioterapia é parte integrante e fundamental do tratamento conservador para estenose lombar.

Com a fisioterapia, são realizados exercícios para fortalecimento da musculatura das costas e do abdômen, melhorando o suporte e estabilização da coluna vertebral, além disso, a flexibilidade da região também melhora.

Em quadros de dor aguda, repouso é recomendado com o retorno em breve às atividades físicas. É recomendada atividade física leve, como caminhada e ciclismo, pois não causam grande impacto na região.

É importante lembrar que o limiar de dor do indivíduo é característica individual. Dessa forma, pacientes com depressão tendem a apresentar sintomas de dor mais exacerbados do que pacientes sem a doença de depressão de fundo.

Logo, é interessante sempre buscar tratamento adequado para a depressão e o uso de antidepressivos pode apresentar melhora do quadro geral de dor do paciente, se feito concomitantemente.

Pacientes que, por dor, acabam em prostração, apenas contando única e exclusivamente com a ação de medicamentos para que o quadro se reverta, não buscando tratamento fisioterápico conjunto, não têm boas perspectivas de melhora, pois somente a medicação não resolve o problema a longo prazo.

Nesses casos, doses cada vez mais altas de medicação são necessárias e as crises agudas tendem a se tornar mais frequentes. O repouso total por vários dias também não é recomendado, pois acaba acarretando mais fraqueza muscular.



FATORES DE RISCO PARA ESTENOSE LOMBAR

O envelhecimento acaba sendo o principal fator de risco para estenose lombar, uma vez que os casos de estenose adquirida estão relacionados em sua grande maioria com a idade, aumentando o risco de desenvolver a doença após os 50 anos de idade.

Ainda assim, é possível afirmar que trauma na região das costas, bem como esportes ou hábitos que sobrecarregam a musculatura das costas representam fatores de risco.

Portanto, é importante buscar diagnóstico médico e fazer o tratamento adequado caso surjam dores e outros sintomas persistentes na região lombar.

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