QUAL A DIFERENÇA ENTRE TENDINITE E TENDINOSE?

Muitas pessoas confundem os dois tipos de lesões. Isso acontece porque os sintomas são muito semelhantes.


Durante anos, o termo “tendinite” foi utilizado para descrever a dor localizada num tendão. Mas nem sempre estamos lidando com a tendinite, e sim com a tendinose. A confusão entre os termos acontece porque os sintomas são muito semelhantes. Além disso, as estratégias terapêuticas são diferentes para as duas situações.


O “cotovelo de tenista”, por exemplo, tradicionalmente descrito como uma tendinite, apresenta características que permitem classificá-lo como uma tendinose. Fazer uma distinção entre as duas é difícil, mas é necessária para que o tratamento mais apropriado seja feito.



Entenda a diferença

Na tendinite existe uma inflamação ao redor do tendão. Já a tendinose corresponde ao processo de degeneração do tendão, que muitas vezes acontece como consequência de uma tendinite tratada incorretamente.

  • Sintomas da tendinite

- Dores nas articulações;

- Dificuldade para movimentação;

- Formigamento;

- Inflamação.

  • Sintomas da tendinose

Apesar do diagnóstico ser mais complicado de ser feito pelo próprio paciente, você pode ficar atento a situações que podem indicar o problema:

- Desconforto e limitação dos movimentos da articulação atingida;

- Queimação;

- Inchaço;

- Formigamento;

- Matrizes de colágeno danificadas (podem ser observadas somente após exame de raio x ou ultrassonografia).


Qual o tratamento?

Enquanto para a tendinite o tratamento visa reduzir a inflamação, na tendinose a situação é diferente. Aqui, esses tratamentos são contraindicados, pois retardam a reparação do colágeno.


O tempo de recuperação para a tendinite é de alguns dias a, no máximo, seis semanas, dependendo do início do tratamento. Para a tendinose, quando realizado numa fase inicial, a recuperação pode ser de seis a dez semanas.


O uso de anti-inflamatórios, por exemplo, é indicado apenas em casos de tendinite. Esses medicamentos e as injeções de corticoides podem acelerar o processo degenerativo e tornar o tendão mais susceptível a novas lesões, com risco mais elevado de rotura.


O que fazer se não devo usar anti-inflamatórios?

É essencial estimular a síntese de colágeno. Para isto, a Eletrólise Percutânea Intratisular (EPI) se torna imprescindível em casos de tendinoses, assim como exercícios excêntricos controlados pelo fisioterapeuta até que o paciente possa voltar as suas atividades de vida diária.


Uma correta nutrição rica em vitamina C, magnésio, zinco, vitamina B6, vitamina E e suplementação de peptídeos de colágeno contribuem para uma melhor recuperação e saúde dos tendões.


A cirurgia deve ser utilizada em último recurso, com o objetivo de remover o tecido afetado no caso das tendinoses. Contudo, ela não estimula a síntese de colágeno e a sua taxa de sucesso varia entre 75% e 85%.


Melhorei! E agora?

Uma vez que a tendinose provoca alterações nos tecidos, fato que os tornam mais susceptíveis a novas lesões, é importante manter uma atenção especial sobre o tendão afetado, mesmo após a conclusão do tratamento.


As massagens, alongamentos e um aquecimento correto antes de um treino, são exemplos de estratégias úteis para a prevenção de novas lesões e para a manutenção dos tecidos saudáveis.


Podemos ter tendinite no ombro, cotovelo, quadril, punho, joelho, tornozelo entre outras articulações.


As tendinites, dependendo dos locais de incidência, podem ser classificadas em diferentes sub-tipos:

1. Entesite – tendinite de inserção