SIMONE BILES E A SÍNDROME DE BURNOUT

Uma das principais ginastas da atualidade, a americana Simone Biles desistiu de disputar a final individual de ginástica artística, na manhã desta quarta-feira. A ginasta de 24 anos era favorita ao ouro, mas saiu da disputa alegando a necessidade de preservar a saúde mental.


Biles já havia saído da competição por equipes após um salto ruim ter feito a ginasta declarar publicamente estar se sentindo pressionada demais para seguir a competição.

“Sempre que você entra em uma situação de alto estresse, você meio que enlouquece”, disse ela.


Quem é Simone Biles? Porque ela desistiu? O que aconteceu com ela?

Como nós sabemos que noticia ruim corre rápido e muitas vezes, principalmente aqui no Brasil, as pessoas distorcem as notícias, eu decidi gravar este vídeo utilizando informações confiáveis para passar á você o que de fato vem acontecendo.


Primeiramente, para quem ainda não sabe, Simone Biles tem apenas 1,42cm. Ela nasceu em 1997 no Estado americano de Ohio e foi adotada quando tinha 5 anos pelos avós.

Ela cresceu no Texas e fez ginástica pela primeira vez durante uma viagem, quando tinha seis 6 anos e aos 19 anos, já tinha o maior número de medalhas de ouro em campeonatos mundiais do que qualquer ginasta do planeta.

O técnico de Biles diz que a ginasta pode aprender uma nova habilidade em três dias, enquanto outras podem levar meses ou até anos para dominar um novo movimento.

Todo este sucesso de Biles a tornou uma das atletas mais conhecidas do esporte.


Agora, o que aconteceu com ela, para desistir de competir?

A resposta é: Stress. (Síndrome de Burnout)

Isso mesmo, segundo ela mesma relatou, ela sentiu necessidade de cuidar da sua saúde mental!

Ela relatou também que, depois da sua apresentação, simplesmente não queria continuar. E também disse que a saúde mental é mais importante nos esportes nesse momento. Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos".

Olha agora esse relato de Biles para a BBC: "Você tem que estar 100% lá, Se não, você se machuca. Hoje foi muito estressante. Eu estava tremendo. Eu não consegui dormir. Nunca me senti assim entrando em uma competição e tentei me divertir. Mas assim que cheguei, pensei: ‘Não. Minha mente não está aqui’".

Pra finalizar a entrevista ela ainda disse: "Eu não confio mais tanto em mim mesma. Talvez seja o fato de estar ficando mais velha. Não somos apenas atletas. Somos pessoas, e às vezes é preciso dar um passo atrás".


O que é Síndrome de Burnout?

Síndrome de Burnout ou Síndrome do esgotamento profissional é um disturbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros.

Traduzindo do inglês, "burn" quer dizer queima e "out" exterior.

A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir.

Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas.


Quais são os principais sintomas da Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas.

O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.


Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:

  • Cansaço excessivo, físico e mental.

  • Dor de cabeça frequente.

  • Alterações no apetite.

  • Insônia.

  • Dificuldades de concentração.

  • Sentimentos de fracasso e insegurança.

  • Negatividade constante.

  • Sentimentos de derrota e desesperança.

  • Sentimentos de incompetência.

  • Alterações repentinas de humor.

  • Isolamento.

  • Fadiga.

  • Pressão alta.

  • Dores musculares.

  • Problemas gastrointestinais.

  • Alteração nos batimentos cardíacos.


Normalmente esses sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro.

Para evitar problemas mais sérios e complicações da doença, é fundamental buscar apoio profissional assim que notar qualquer sinal.

Pode ser algo passageiro, como pode ser o início da Síndrome de Burnout.


Como é o diagnóstico da Síndrome de Burnout?

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feita por profissional especialista após análise clínica do paciente.

O psiquiatra e o psicológo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso.

Muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo.

Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando a pessoa a reconhecer sinais de que precisa de ajuda.

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso.

Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a RAPS, são os locais mais indicados.


Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout?

O tratamento da Síndrome de Burnout é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos).

O tratamento normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso.

Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida.


A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença.

Após diagnóstico médico, é fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas - amigos, familiares, cônjuges etc.


SINAIS DE PIORA: Os sinais de piora do Síndrome de Burnout surgem quando a pessoa não segue o tratamento adequado.

Com isso, os sintomas se agravam e incluem perda total da motivação e distúrbios gastrointestinais.

Nos casos mais graves, a pessoa pode desenvolver uma depressão, que muitas vezes pode ser indicativo de internação para avaliação detalhada e possíveis intervenções médicas.


Como prevenir a Síndrome de Burnout?

A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégicas que dimunuam o estresse e a pressão no trabalho.

Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar sinais e sintomas logo no início.


As principais formas de prevenir a Síndrome de Burnout são:

  • Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal.

  • Participe de atividades de lazer com amigos e familiares.

  • Faça atividades que "fujam" à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema.

  • Evite o contato com pessoas "negativas", especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros.

  • Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo.

  • Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc.

  • Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental.

  • Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.

Outra conduta muito recomendada para prevenir a Síndrome de Burnout é descansar adequadamente, com boa noite de sono (pelo menos 8h diárias).

É fundamental manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas.


ATENÇÃO

Se você tem dor, NÃO se auto-medique sem saber a causa das suas dores.

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