HÉRNIA DE DISCO: MENOS DE 5% PRECISAM DE CIRURGIA. PRINCIPAL SINTOMA É A DOR LOMBAR E DOR CIÁTICA

CIRURGIA SOMENTE EM ÚLTIMO CASO.

Se a dor nas costas que você sente é devido uma hérnia de disco, é possível lembrar exatamente qual situação ou posição que mais te causa dor ou faz a dor aumentar. Isso porque, embora ela nem sempre se manifeste, quando surge, o incômodo pode ser intenso e ter como características a sensação de queimação, pontada, além de dor irradiada para os membros inferiores.


Considerada uma causa comum da dor nas costas, a hérnia de disco decorre de alterações nas estruturas das vértebras que compõem a coluna, e podem acometer de 13% a 40% das pessoas ao longo de suas vidas. Ela pode aparecer já a partir dos 30 anos, mas alcança seu pico de incidência aos 50-60 anos de idade.



A origem do problema está relacionada ao processo natural do envelhecimento, geralmente se instala na coluna lombar, embora possa também afetar a coluna cervical e a torácica. Seja qual for a sua localização, os especialistas garantem que, em 90% dos casos de hérnia de disco que apresentam sintomas e são tratados, a resolução acontece em poucos meses.


Entenda sua anatomia

A sua coluna é formada por um conjunto de ossos que são "empilhados" uns sobre os outros. Essas estruturas são chamadas de vértebras. A parte mais afetada pela hérnia de disco é a parte inferior dessa estrutura, chamada de coluna lombar.

· A coluna também é composta pelos seguintes componentes:

Ligamentos, tendões e nervos - eles trabalham juntos para conectar os músculos ao cérebro;

· Discos vertebrais - posicionados no espaço entre as vértebras, são estruturas flexíveis e arredondadas que funcionam como um amortecedor que absorve o impacto de todo movimento que a coluna faz.


Os discos vertebrais são constituídos por dois componentes principais, um central e outro periférico, em forma de anel.

Confira:

· Núcleo pulposo - tem aspecto mole e gelatinoso é capaz de reter água;

· Anel (ou ânulo) fibroso (parte mais externa) - tem a função de manter o núcleo pulposo em seu devido lugar.


O que é hérnia de disco?

Os médicos usam o termo hérnia para definir todo órgão ou tecido que se desloca de seu local de origem para outra região que não é a sua.

No caso da coluna, quando o disco perde a capacidade de se movimentar, o anel fibroso se rompe e seu núcleo se projeta para fora, causando uma protuberância que faz pressão sobre as estruturas nervosas vizinhas.

A isso se dá o nome de hérnia de disco.

Esse processo desencadeia uma resposta inflamatória que, para muitas pessoas, se manifesta por meio da dor.


Por que isso acontece?

A causa mais comum da hérnia de disco é o envelhecimento. Para explicar esse processo, podemos fazer a seguinte analogia: quando uma borracha perde suas características elásticas, ela não mais retorna ao seu tamanho original ao ser esticada. É exatamente isso o que acontece com os discos. Com o passar dos anos, sua estrutura perde a capacidade de reter líquido e, consequentemente, a sua elasticidade. Apesar disso, nem todo disco degenerado, envelhecido, evoluirá para a hérnia discal.


Veja as outras possíveis origens do problema:

· Traumas (como uma queda)

· Doenças dos tecidos conjuntivos

· Doenças congênitas

· Genética

· Problemas mecânicos


Quem precisa ficar atento?

A hérnia de disco pode se manifestar na idade adulta entre homens e mulheres. Dados da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos indicam que ela é mais comum entre os 20 e 50 anos e, em especial, entre os homens.


Conheça os outros fatores de risco relacionados:

· Sedentarismo

· Uso de tabaco

· Vibração decorrente de atividades como dirigir ou operar máquinas

· Atividades repetitivas (empurrar, levantar, dobrar ou torcer a coluna)

· Estar fora do peso saudável

· Postura inadequada ao levantar peso


Como reconhecer os sintomas?

Quando se manifestam, eles variam a depender da região afetada (lombar, cervical ou torácica).

Na maioria das vezes, a primeira manifestação da hérnia de disco poderá ser a dor nas costas —que pode durar por alguns dias e até melhorar.

Além disso, é possível que você também observe as seguintes condições:

· Dor ciática

· Formigamento e fraqueza muscular

· Fraqueza na perna ou pé

· Perda do controle da bexiga ou intestinal (raro).


Quando devo procurar um Fisioterapeuta?

Muitas vezes, a dor causada pela hérnia de disco é tão intensa que as pessoas procuram ajuda imediata.

No entanto, a sugestão dos especialistas é que você busque por atendimento toda vez que observar algum sintoma que persiste, mesmo após períodos de melhora.

Esteja atento a sinais de alerta como dor acompanhada de perda de força, alteração de sensibilidade perineal (região próxima ao ânus e genitália), ou dos esfíncteres (dificuldade para urinar ou incapacidade de segurar a urina, bem como a perda do controle do intestino).

Tais situações podem indicar problemas mais graves e requerem intervenção imediata.

O médico ou Fisioterapeuta treinado para avaliar todos esses sintomas é o

especialista em coluna, mas, por vezes, o primeiro profissional a atendê-lo será o clínico geral (também chamado de generalista).


Como é feito o diagnóstico?

Na hora da consulta, o médico ouvirá a sua queixa, fará um levantamento de seu histórico de saúde, bem como o exame físico, que avaliará eventual fraqueza muscular ou perda de sensibilidade.

Além disso, o profissional da saúde poderá lançar mão da prática de manobras específicas.

A principal delas é o teste de Lasègue, que consiste em posicionar o paciente em decúbito dorsal [deitado de costas] e promover a elevação da perna com o joelho esticado.


Esse processo pode provocar dor irradiada do joelho para baixo. Se for uma hérnia, essa tração comprime o nervo ciático e a dor aumenta.


A confirmação do diagnóstico exige exame de imagem, e o melhor deles é a ressonância magnética. Importante saber que a tomografia computadorizada, que é muito solicitada, não tem indicação neste tipo de problema, e ainda pode expô-lo à radiação, o que não acontece na ressonância.


Como é feito o tratamento?

A hérnia de disco tem evolução natural benigna.

Isso significa que a doença tem começo, meio e fim e não deixa sequelas. Contudo, enquanto esse processo se desenrola, o que pode durar várias semanas, a intervenção médica e do Fisioterapeuta será útil em quase 100% dos casos para reduzir o sofrimento que a intensa dor pode causar.


Em 90% dos casos o resultado é positivo.

A estratégia terapêutica abrange as seguintes medidas:

Educação do paciente - o repouso absoluto é contra-indicado.

Mesmo nos primeiros dias da crise, evite ficar muito tempo sentado;

Uso de medicamentos - anti-inflamatórios, analgésicos e até infiltrações (bloqueio anestésico) em casos específicos;

Fisioterapia - ajuda na melhora da contratura e no processo de cicatrização da hérnia.


Alguns poucos pacientes não apresentarão melhora após essas medidas. Como última estratégia, poderá, então, ser indicada cirurgia (microdiscectomia), que consiste na retirada da hérnia. Apesar disso, é exceção.


Conheça as possíveis complicações

Os especialistas consultados afirmam que elas se resumem em dor crônica e comprometimento neurológico, uma situação rara, mas possível.

Eles citam como exemplo a síndrome de cauda equina, assim denominada porque os nervos se aglomeram como uma cauda de cavalo.


Nesses casos, a hérnia de disco promove uma compressão aguda dos nervos. Estes, por sua vez, provocam alterações na região perineal, afetando o controle de urina e do intestino, ou levando à perda de força muscular. Trata-se de uma emergência cirúrgica.


Dá para prevenir?

Não. Mas é possível adotar comportamentos que reduzem os fatores de risco para a hérnia de disco.


Veja a seguir:

· Evite fumar. O tabaco enfraquece os tecidos dos discos;

· Pratique atividade física regular;

· Invista em fortalecimento muscular (abdome, costas).

· O pilates é uma ótima opção para proteger a coluna;

· Evite ficar muito tempo sentado;

· Acostume-se a flexionar os joelhos ao abaixar-se;

· Adote postura adequada para levantar pesos do chão;

· Fique longe de atividades de impacto (saltos, cama elástica, step ou agachamento com peso);

· Reconheça seus limites.

· Evite carregar pesos excessivos como mala, uma criança, o botijão de gás ou de chopp e até caixas em mudanças.


Sofrendo com dores lombares ou no ciático?

Então, comece pelo início. Primeiro você precisa de um profissional totalmente comprometido com a metodologia. É importante saber sua formação e suas qualificações. Faça uma visita ao Instituto escolhido para ver como se sente, se gosta do ambiente.