DOR EMOCIONAL, QUAL A CAUSA E COMO TRATAR?

Quando se sente ou se vive com dor, é comum sentir uma série de sensações, como mau humor, ansiedade e falta de vontade para as fazer as coisas que antes nos davam prazer. Pouco a pouco, o nosso foco vital fica limitado e reduz-se a ficarmos em casa, diminuirmos as saídas e reduzirmos o nosso meio social. A dor monopoliza as nossas vidas.


Qualquer dor comporta um componente psicológico.

A ansiedade é um dos fatores emocionais mais habituais na dor crônica. Está relacionada com o facto de as pessoas com elevados níveis de ansiedade centrarem a sua atenção nas sensações corporais que definem a dor, o que leva à manutenção ou mesmo ao aumento do nível da dor.

A tristeza, o desespero e o pessimismo contribuem para que a pessoa sinta dor com maior intensidade.


Consequências da dor crônica

Quando vivemos com dor crônica, entramos numa experiência de duelo constante, num círculo vicioso segundo o qual evitamos a atividade, sendo que a falta de mobilidade que causa tensão muscular aumenta a dor e dá lugar a reações emocionais negativas que, por sua vez, diminuem a tolerância à dor, parecendo que nos dói cada vez mais.

Devido a tudo isto, entramos num processo de isolamento e frustração que pode originar processos de ansiedade ou depressão.


Problemas Psicológicos

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Insónias

  • Baixa autoestima

Problemas nas Relações Pessoais

  • Com familiares

  • Com o(a) companheiro(a)

  • Isolamento voluntário

Qualidade de Vida

  • Diminuição da atividade física

  • Falta de independência

  • Redução das horas de lazer e entretenimento

Problemas Econômicos

  • Baixa por doença

  • Custos de saúde

  • Incapacidade

Como enfrentar

Ter consciência do contexto psicológico da dor é extremamente importante para os doentes, os familiares e os cuidadores.

Existem diversas estratégias para enfrentar estas situações. A primeira e mais importante é falar com o seu médico e com seu fisioterapeuta, não apenas sobre a experiência da dor, mas também de como esta se faz sentir.


Consulte um psicólogo se considera que precisa de ajuda ou se o mesmo for recomendado pelo seu médico/fisioterapeuta.

Este profissional ajudar a diminuir o impacto emocional da doença, melhorar a qualidade de vida e contribuir para criar mecanismos de autoajuda que favoreçam, inclusivamente, o alívio da dor.


Com o tratamento psicológico associado a fisioterapia, as chances da suas dores acabarem é muito maior. Este é o motivo de sempre indicarmos uma equipe multidisciplinar para cuidar dos nossos pacientes.


ATENÇÃO

Se você tem dor, NÃO se auto-medique sem saber a causa das suas dores.

Não existe medicamento mágico, pomada, massagem, técnica revolucionária, exercício único! Esqueça isso!

Não existe receita de bolo, ou seja, cada paciente precisa de um tratamento específico para seu caso e por isso uma avaliação é fundamental!

Outra coisa, você pode até fazer um exame, mas não acredite em tudo que vai ler!

Leve este exame a um bom profissional que saiba ler e interpretar bem o laudo, mas faça principalmente uma boa Avaliação Física utilizando testes Ortopédicos e Neurológicos com embasamento Científico! Só assim você vai tratar o que de fato te causa dor!

No passado as pessoas eram obrigadas a sofrer, pois estas patologias não tinham cura e nem