EFICÁCIA DA VACINA JANSSEN CONTRA VARIANTE DELTA?

Johnson diz que sua vacina contra Covid é eficaz contra variante delta.

Diretor da Johnson&Johnson diz que vacina 'oferece proteção duradoura contra a Covid-19 e provoca uma atividade neutralizante contra a variante delta', que é mais transmissível.

Resultados ainda não foram publicados em revista científica.


A empresa anunciou que os anticorpos e as células do sistema imunológico de 8 pessoas imunizadas com a vacina neutralizaram a variante, identificada pela primeira vez na Índia.

"Acreditamos que nossa vacina oferece proteção duradoura contra a Covid-19 e provoca uma atividade neutralizante contra a variante delta", afirmou o diretor científico da J&J, Paul Stoffels, em um comunicado da empresa.

O diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Janssen, Mathai Mammen, disse que os dados apontam que a resposta dos anticorpos induzidos pela vacina melhora com o tempo.



EFICÁCIA

Os resultados dos testes clínicos da vacina da Johnson foram publicados em abril na revista científica "New England Journal of Medicine" Segundo a publicação, a vacina apresentou:

  • eficácia de 66% contra os casos moderados e graves da Covid-19;

  • eficácia de 85,4% contra casos graves;

  • 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid após 28 dias da aplicação.

Os dados de eficácia e segurança se baseiam em estudo com 43.783 voluntários em 8 países de três continentes, incluindo o Brasil, com uma população diversa e ampla, sendo 34% dos participantes com mais de 60 anos de idade.


Segundo a FDA (agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos), a vacina teve efetividade de 72% no país.

Em fevereiro, a FDA informou que a vacina funcionou contra a variante beta, identificada pela primeira vez na África do Sul. Segunda a agência, a vacina da Janssen teve eficácia de 64% contra os casos moderados causados pela variante e de 82% contra as formas severas.


VARIANTE DELTA

A variante delta do coronavírus (B.1.617) vem preocupando especialistas, países e entidades por ser mais transmissível. Dados levantados até agora indicam que as vacinas de Oxford e da Pfizer continuam sendo efetivas contra a variante, desde que ambas as doses sejam recebidas.


Até esta quinta-feira (1º), não havia dados sobre a vacina da Johnson contra a variante. Também não há informações sobre a proteção da CoronaVac contra a delta.


A delta é uma das quatro variantes de preocupação global (VOCs, na sigla em inglês). As outras três são a alfa (variante britânica), a beta (sul-africana) e a gama (brasileira ou P.1). No Brasil, ela já causou ao menos duas mortes.


Novas restrições têm sido decretadas em diversos países para conter a variante, como na Austrália e na Rússia e em Portugal, no Reino Unido e na Itália. Israel, uma das nações com a vacinação mais adiantadas do mundo, voltou a exigir o uso de máscara em locais fechados.

Um relatório do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) estimou que ela pode chegar a representar 90% dos novos casos na União Europeia até o final de agosto.


QUEM JÁ TEVE COVID-19 PRECISA TOMAR A VACINA?

Sim!! A orientação é que todas as pessoas possam ser vacinadas de forma segura, tendo tido, ou não, infecção anterior por COVID-19.

Embora os estudos indiquem que após a infecção o corpo desenvolva defesas naturais contra o vírus durante, pelo menos, 90 dias, outros estudos também indicam que a imunidade conferida pela vacina seja até 3 vezes maior.


A completa imunidade da vacina apenas é considerada ativa depois que todas as doses da vacina são administradas.


Em qualquer caso, tendo sido feita a vacinação ou tendo-se tido uma infecção anterior por COVID-19, é recomendado continuar a adotar as medidas de proteção individual, como uso de máscara, lavagem frequente das mãos e distanciamento social.


QUANTAS DOSES DA VACINA SÃO NECESSÁRIAS?

O número de doses necessárias para garantir a maior proteção contra o novo coronavírus varia de acordo com a vacina sendo utilizada:

  • Coronavac: 2 doses, com intervalo de 2 a 4 semanas;

  • Pfizer: 2 doses, com intervalo de 21 dias;

  • Moderna: 2 doses, com intervalo de 28 dias;

  • AstraZeneca: 2 doses, com intervalo de 12 semanas;

  • Johnson & Johnson: 1 dose única.

Nas vacinas que precisam de duas aplicações, a OMS recomenda que ambas as doses sejam do mesmo laboratório, não existindo, para já, benefício reconhecido no uso de doses de vacinas diferentes.


Como funcionam as vacinas da COVID-19?

Bom, as vacinas contra a COVID-19 têm sido desenvolvidas com base em 3 tipos de tecnologia:


A primeira é a Tecnologia genética do RNA mensageiro (Pfizer e Moderna): é uma tecnologia mais utilizada na produção de vacinas para animais e que faz com que as células saudáveis do corpo produzam a mesma proteína que o coronavírus utiliza para entrar nas células. Ao fazer isso, o sistema imune é obrigado a produzir anticorpos que, durante uma infecção, podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da infecção;


A segunda é o uso de adenovírus modificados (que são as vacinas da Astrazeneca, a russa Sputnik V e a da jonhson e johnson): ela consiste em utilizar adenovírus, que são inofensivos para o corpo humano, e modificá-los geneticamente para que atuem de forma parecida com o coronavírus, mas sem risco para a saúde. Isso faz com que o sistema imunológico treine e produza anticorpos capazes de eliminar o vírus caso aconteça uma infecção;


Por fim temos a CORONAVAC que faz o Uso do coronavírus inativado: nela é utilizada uma forma inativada do novo coronavírus que não provoca a infecção, nem problemas para a saúde, mas que permite ao corpo produzir os anticorpos necessários para combater o vírus.


Todas estas formas de funcionamento são eficazes e já funcionam na produção de vacinas para outras doenças também.