POR QUE ESTAMOS TÃO ANSIOSOS? O QUE FAZER?

O Brasil é o país mais ansioso do mundo. É o que diz o relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre transtornos mentais, divulgado em 2017. São mais de 18 milhões de brasileiros convivendo com a ansiedade, o equivalente a 9,3% da população, sendo a maioria mulheres.

No mundo, os ansiosos ultrapassam 264 milhões — um aumento de 15% na última década, em boa parte devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, mas também às transformações no estilo de vida ao redor do planeta.



Estamos falando aqui do chamado transtorno de ansiedade generalizada, considerado o tipo mais comum de ansiedade. Outros distúrbios são síndrome do pânico, fobia social, estresse pós-traumático e transtorno obsessivo-compulsivo, para citar somente alguns.


Cada um deles apresenta suas peculiaridades no que diz respeito a sintomas, tratamentos, prevalência na população e impacto no cotidiano.


Diante de eventos importantes, como uma entrevista de emprego ou uma prova difícil, é comum ficarmos ansiosos. Ficamos preocupados com algo que ainda não aconteceu e esses pensamentos são constantemente alimentados pela imaginação.

Em resposta a isso, o corpo passa a se preparar para enfrentar um desafio: hormônios são liberados na corrente sanguínea, os músculos se tensionam, o coração bate mais rápido e a boca fica seca.


“Uma das características do sucesso da espécie humana é a capacidade de antecipar o perigo, o que requer uma preparação geradora de ansiedade”, explica Márcio Bernik, médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do IPQ (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP). Ou seja, a ansiedade é um estado emocional “normal” que precede a conclusão de algum evento.


Medo, insegurança e angústia são emoções que todo mundo sente em algum momento ou situação. Entretanto, indivíduos com transtornos de ansiedade (um dos mais incidentes na atualidade, ao lado da depressão) apresentam uma complexidade maior de sintomas. O modo como reagimos a esse agente estressante diferencia uma “ansiedade normal” de uma patologia.“ É utilizado o termo ‘transtorno’ porque ele se refere a algo que desorganiza a vida do indivíduo e gera um sofrimento excessivo. A pessoa passa a ter prejuízos em diversas esferas. Não consegue sair, manter um emprego, entre outras”, explica o psiquiatra Felipe Corchs, do Programa de Ansiedade do IPQ.


Os distúrbios de ansiedade são provocados por desordens do sistema nervoso simpático que liberam na circulação quantidades muito altas de hormônios envolvidos na reação de estresse. Quando não tratados, o risco de o indivíduo desenvolver transtorno do pânico é alto. “Uma crise de pânico é algo que pode acontecer de repente. É um medo muito intenso que leva a pessoa a pensar que vai morrer”, complementa Corchs.


Em 1947, o escritor anglo-americano W. H. Auden escreveu sobre as incertezas de sua época no poema “A era da ansiedade”, que lhe rendeu um prêmio Pulitzer. O título hoje é visto em profusão em revistas e jornais, e embora possa até ter se tornado um clichê, talvez tenhamos, de fato, chegado a esse momento.

Um dos estudos mais recentes na área, que reuniu dados epidemiológicos de 24 países, demonstra que quase 30% dos habitantes da região metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais. O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) que analisa o abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. Os transtornos de ansiedade foram os mais comuns, afetando 19,9% dos entrevistados.


Em fevereiro deste ano, a OMS divulgou um relatório mostrando que o número de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo era de 264 milhões em 2015, com um aumento de quase 15% em relação a 2005. Pesam nesse cenário, dizem especialistas, fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades, além do excesso de tarefas que acumulamos ao longo dos anos.


Nunca tivemos tanto acesso a informações sobre transtornos de saúde mental, estatísticas e diversos tipos de tratamento disponíveis, desde medicamentos até terapias comportamentais e meditação. “Mas é difícil saber se estamos mais ansiosos agora, pois não havia tantos indicadores e pesquisas desse tipo no passado. Talvez em outras épocas tivéssemos outros problemas de saúde mental. Estamos diagnosticando mais atualmente e as pessoas também estão procurando mais ajuda”, comenta Corchs.


O que fazer?

O tratamento dos transtornos de ansiedade inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a 12 meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes. Entretanto, outras opções de tratamento estão surgindo.


Dr. Daniel Barros, professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) e autor do livro “Pílulas de bem-estar”, revela que seus pacientes estranham quando ele sugere a meditação como tratamento coadjuvante para reduzir a ansiedade.

“Mas, doutor, como vou conseguir ficar quieto?”, é uma dúvida que ele costuma ouvir nesses casos.


Parece um pouco distante da nossa realidade considerar a meditação como alternativa para transtornos de ansiedade e ataques de pânico, mas algumas práticas, como o mindfulness (atenção plena, um tipo de meditação), já são utilizadas nos EUA e na Europa desde o final da década de 1970. A Inglaterra inclusive já incorporou a técnica em seu prestigiado sistema público de saúde, o NICE.


Por aqui, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mantém, desde 2011, um programa de treinamento e estudos sobre o tema. O programa se chama “Mente Aberta” e atende pacientes do SUS encaminhados via Secretaria de Saúde. Por ali já passaram cerca de 400 pessoas. “Normalmente, são pacientes que não conseguiram resolver o problema pelo viés farmacológico e encaram o mindfulness como uma cartada final”, explica Marcelo Demarzo, coordenador do programa.


O plano terapêutico tem oito semanas de duração e os participantes se reúnem semanalmente por um período de duas horas e meia. Para controlar a ansiedade, a pessoa precisa se concentrar no aqui e agora. São utilizadas técnicas para aprender a ter mais consciência da própria respiração e do próprio corpo. “Quarenta e sete porcento do nosso tempo é utilizado para pensar em outras coisas, por isso é importante esse treinamento da atenção. Antes a gente parava e descansava; hoje, paramos e mexemos no celular”, reforça Demarzo.


Separei aqui 10 dicas paras te ajudar a evitar a Ansiedade. Confira!


1. Fique conectado com as pessoas

Manter relacionamentos saudáveis ​​com pessoas em quem confiamos é importante para nosso bem-estar mental. Se puder, visite ou encontre-se com amigos e familiares pessoalmente, mas siga as orientações governamentais mais recentes sobre distanciamento social quando o fizer. Se você não puder se encontrar pessoalmente, porque um de vocês precisa ficar em casa, mantenha contato por telefone, videochamadas ou redes sociais. Todos nós ainda precisamos nos sentir conectados, então mantenha contato - seja com pessoas que você normalmente vê com frequência ou se reconectando com velhos amigos.


2. Fale sobre suas preocupações

É normal sentir-se preocupado, assustado ou impotente com a situação atual. Lembre-se: não há problema em compartilhar suas preocupações com outras pessoas em quem você confia - e fazer isso também pode ajudá-las. Se você não pode falar com alguém que conhece ou se isso não ajudou, existem várias linhas de ajuda que você pode tentar.


3. Apoie e ajude os outros

Ajudar outra pessoa pode ser benéfico para você e para ela, então tente ser um pouco mais compreensivo com as preocupações, preocupações ou comportamentos das outras pessoas neste momento. Tente pensar em coisas que você pode fazer para ajudar as pessoas ao seu redor. Há algum amigo ou familiar por perto que você possa encontrar? Se você não puder se encontrar, pode telefonar ou enviar uma mensagem para eles. Há algum grupo da comunidade em que você possa participar para apoiar outras pessoas localmente? Se você sair para oferecer apoio ou ajuda a outras pessoas, sempre siga as diretrizes de distanciamento social quando estiver fora de casa.


4. Sinta-se preparado

À medida que o surto continua, pode ser útil analisar o que as mudanças nas diretrizes do governo significam para você, para que se sinta mais preparado e menos preocupado. Pode ser útil pensar em uma semana típica: como você continuará a ser afetado e o que precisará fazer para resolver quaisquer problemas? Fale com seu empregador, caso ainda não tenha feito isso. Descubra mais sobre o apoio governamental para empresas e trabalhadores autônomos e entenda seu pagamento por doença e direitos a benefícios .


5. Cuide do seu corpo

Nossa saúde física tem um grande impacto em como nos sentimos. Em momentos como esses, pode ser fácil cair em padrões de comportamento prejudiciais que acabam fazendo você se sentir pior. Tente fazer refeições saudáveis ​​e bem balanceadas, beba bastante água e faça exercícios regularmente. Evite fumar ou usar drogas e tente não beber muito álcool. Dar uma caminhada, correr ou andar de bicicleta pode realmente ajudar a levantar seu humor e limpar sua mente - lembre-se de seguir as diretrizes de distanciamento social. Ou você pode tentar um de nossos exercícios domésticos fáceis de 10 minutos.


6. Atenha-se aos fatos

Encontre uma fonte confiável em que você possa confiar e informações de checagem de fatos que você obtém de feeds de notícias, mídias sociais ou outras pessoas. Pense em como informações imprecisas podem afetar outras pessoas também. Tente não compartilhar informações sem verificar os fatos em fontes confiáveis. Você também pode querer limitar o tempo que passa assistindo, lendo ou ouvindo a cobertura do surto, incluindo nas redes sociais, e pensar em desligar os alertas de notícias de última hora em seu telefone. Você pode definir um horário específico para ler as atualizações ou limitar-se a algumas verificações por dia.


7. Fique por dentro dos sentimentos difíceis

A preocupação com o surto de coronavírus é normal. No entanto, algumas pessoas podem sentir intensa ansiedade que pode afetar sua vida diária. Tente se concentrar nas coisas que você pode controlar, como seu comportamento, com quem você fala e onde e com que frequência você obtém as informações. É bom reconhecer que algumas coisas estão fora do seu controle, mas se os pensamentos constantes sobre o COVID 19 o estão deixando ansioso ou oprimido, tente algumas idéias para ajudar a controlar sua ansiedade ou ouvir um guia de áudio.


8. Faça coisas que você gosta

Sentir-se preocupado, ansioso ou deprimido pode nos impedir de fazer coisas de que geralmente gostamos. Concentrar-se no seu hobby favorito, relaxar ou se conectar com outras pessoas pode ajudar com pensamentos e sentimentos ansiosos. Se algumas das coisas que você gosta de fazer envolvem encontrar-se com outras pessoas, há maneiras de fazer isso agora que seguem as diretrizes de distanciamento social? Por exemplo, jogar tênis ou futebol? Se você não pode fazer as coisas de que normalmente gosta, talvez porque está ficando em casa, pense em como você poderia adaptá-las ou tente algo novo. Existem muitos tutoriais e cursos online gratuitos, ou experimente questionários de pub online e concertos musicais.


9. Concentre-se no presente

Focar no presente, em vez de se preocupar com o futuro, pode ajudar com emoções difíceis e melhorar nosso bem-estar. As técnicas de relaxamento também podem ajudar algumas pessoas a lidar com sentimentos de ansiedade, ou você pode tentar nosso vídeo de respiração consciente.


10. Cuide do seu sono

Um sono de boa qualidade faz uma grande diferença em como nos sentimos mental e fisicamente, por isso é importante ter o suficiente. Tente manter padrões regulares de sono e boas práticas de higiene do sono - como evitar telas antes de dormir, reduzir a cafeína e criar um ambiente repousante.


ATENÇÃO

Se você tem dor, NÃO se auto-medique sem saber a causa das suas dores.

Não existe medicamento mágico, pomada, massagem, técnica revolucionária, exercício único! Esqueça isso!

Não existe receita de bolo, ou seja, cada paciente precisa de um tratamento específico para seu caso e por isso uma avaliação é fundamental!

Outra coisa, você pode até fazer um exame, mas não acredite em tudo que vai ler!

Leve este exame a um bom profissional que saiba ler e interpretar bem o laudo, mas faça PRINCIPALMENTE uma boa Avaliação Física utilizando testes Ortopédicos e Neurológicos com embasamento Científico! Só assim você vai tratar o que de fato te causa dor!

No passado as pessoas eram obrigadas a sofrer, pois estas patologias não tinham cura e nem TRATAMENTO. Mas as pesquisas e estudos avançaram e HOJE a Fisioterapia já está conseguindo ajudar a ELIMINAR as dores.

Aqui na clinica (ONE FISIOTERAPIA), realizamos esse processo e estamos colhendo muitos DEPOIMENTOS de pacientes que estão ficando cada vez mais satisfeitos com os resultados.