O QUE É BURSITE TROCANTÉRICA?

Atualizado: 30 de Jun de 2020

O trocânter maior é o ponto mais proeminente do osso do fêmur e está associado a uma condição de dor chamada bursite trocantérica, mais comum em mulheres, mas também está associado a um tipo de fratura comum em ortopedia, a fratura transtrocanteriana.

A bursite trocantérica é a inflamação na região do trocânter maior É a inflamação na região do trocânter maior, que se apresenta como dor na região lateral da coxa, que pode irradiar para os glúteos e até para o joelho, portanto seu diagnóstico correto é fundamental.

A bursite trocantérica também é chamada de síndrome dolorosa do trocânter maior ou trocanterite.

Para entender porque essa região inflama, é importante entendermos como é a anatomia da região.

A bursa é uma estrutura gelatinosa, como se fosse um saco, que contém um fluido. Existem bursas em diversas regiões do nosso organismo, como ombro, cotovelo e na região do trocânter maior. As bursas funcionam como almofadas entre os ossos e os tecidos vizinhos, reduzindo a fricção que ocorre entre os músculos e os ossos quando os músculos se contraem.

Quando há inflamação na bursa localizada no trocânter maior, temos o quadro conhecido como bursite trocantérica.


Como É o Diagnóstico de Bursite Trocantérica?


O diagnóstico de bursite trocantérica é clínico. Geralmente, o diagnóstico de bursite trocantérica é clínico. Alguns exames de imagem podem ajudar, mas a histórica clínica da dor, quando bem avaliada, já indica o diagnóstico preciso do problema.

De acordo com a Sociedade Brasileira do Quadril, a dor resultante da bursite trocantérica fica localizada na região lateral do quadril e piora com a palpação dessa região, podendo ser tipo pontada ou queimação.

Portanto, o ortopedista irá fazer uma palpação do trocânter maior, justamente para evidenciar a característica clínica de lesão.

O paciente pode relatar piora da dor ao deitar sobre o quadril acometido, levantar de uma cadeira mais baixa ou sair do carro, corridas principalmente em subidas e descidas, assim como subir ou descer escadas, dentre outras atividades. Os exames utilizados no diagnóstico podem ser radiografias, ultrassonografia e ressonância magnética.

Os exames de imagem são solicitados para eliminar outras possíveis lesões, tais como tendinites ou lesões nos tendões dos músculos glúteo médio ou mínimo.



Tratamento da bursite trocantérica

O tratamento da área do trocânter maior inflamada pode ser resolvido com medidas para reduzir a inflamação na região

O tratamento da área do trocânter maior inflamada pode ser resolvido com medidas a primeiramente reduzir a inflamação na região do trocânter maior. Para isso, deve ser identificada a atividade que pode estar causando sobrecarga articular, como corrida ou uso de saltos, por exemplo. Essa deve ser interrompida até o quadro de dor na região melhorar.

Em seguida, aplicação de gelo no local, uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides via oral e de injeções/infiltrações de corticosteroides no local da inflamação são algumas opções para redução da dor imediata.

A fisioterapia é bastante indicada para alongamento e reforço muscular do quadril, bem como reequilíbrio funcional e muscular, tanto do quadril como da coluna. Mudanças de hábito também são necessárias. Portanto, se o paciente exerce uma atividade que está levando à inflamação na região do trocânter maior, é necessária uma avaliação e maior consciência corporal do paciente.

Em corredores, por exemplo, além de sessões de fortalecimento muscular localizado, é necessária avaliação e melhora da biomecânica da corrida, justamente para que não haja sobrecarga articular durante a corrida.

Cirurgia é raramente indicada, pois o tratamento conservador costuma dar excelentes resultados, com remissão completa do quadro de dor.


Fatores Causais De Dor No Trocânter Maior

Não se sabe exatamente porque algumas pessoas desenvolvem dor na região do trocânter, com a bursite trocantérica.

Mas, acredita-se que alguns fatores podem estar associados a esse quadro doloroso:

· Trauma na região, por exemplo, em quedas ou por algum objeto;

· Pressão prolongada na região do trocânter maior (exemplo, deitar sobre o quadril ou permanecer em posição lateral por muito tempo);

· Sobrecarga mecânica, por exemplo, devido ao trabalho ou atividade física excessiva;

· Doenças como artrite reumatoide, gota, psoríase, fibromialgia ou outros processos infecciosos;

· Cirurgias prévias no quadril ou na coluna, que podem alterar a mecânica do quadril e aumentar a possibilidade de problema na região do trocânter maior;

· Quadril largo (característica em mulheres);


Fraturas No Trocânter Maior – Fraturas Transtrocanterianas

As fraturas transtrocanterianas atingem muito os idosos e dependentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, as fraturas transtrocanterianas atingem , em sua grande maioria, idosos e dependentes. O diagnóstico é relativamente simples, com o membro fraturado encurtado e em rotação extrema. Geralmente, o diagnóstico é clínico e um exame radiográfico pode ser utilizado para confirmação.

O tratamento depende da classificação da fratura transtrocanteriana, que pode ser:

· Fraturas estáveis;

· Fraturas instáveis;