PORQUE O FRIO FAZ AS DORES AUMENTAREM

Basta os termômetros baixarem para que a queda de temperatura traga consigo, além dos casacos e cachecóis, as queixas de quem costuma sofrer de dores no corpo, principalmente na coluna.

Segunda maior causa de visitas de pacientes aos médicos, a dor lombar, por exemplo, só perde para as dores de cabeça, costuma aumentar ainda mais na estação mais fria do ano.

Entre as reclamações, estão desde as dores na coluna, até a sensação de costas “travadas”, um desconforto comum que pode ocorrer por conta do frio e da umidade, que propiciam a expansão e contração de tendões, ossos e músculos.

Com a chegada das temperaturas mais baixas, a musculação se contrai, o que pode aumentar ainda mais as dores nas costas.



O inverno e as dores no corpo

Além dos males na coluna lombar ou dorsal, parte da população que sofre com fraturas e lesões já consolidadas também costuma reclamar de dores mais frequentes, com foco nas articulações e nos ossos.

De acordo com especialistas, isso ocorre por conta da contração dos vasos do corpo, que, consequentemente, ficam mais frios no inverno, o que faz com que a flexibilidade diminua.


O frio é um vasoconstritor, ou seja, ele comprime e diminui a flexibilidade de vasos. Imagine uma mangueira de água que está no seu jardim. Quando está no sol, ela fica mole, certo?

E quando está frio, ela endurece, fica rígida.


O mesmo ocorre em nossos vasos e, consequentemente, músculos, tecidos moles, todas as nossas estruturas. Sabendo dessa condição vasoconstritora, vamos imaginar as próximas situações em termos bem simples, pois quero que vocês entendam e que essa matéria seja um alerta para alguns grupos de pessoas que podem sofrer algumas consequências.


Um estudo científico realizado na Suécia e divulgado na revista International Archives of Occupational and Environmental Health analisou cerca de 135 mil trabalhadores do sexo masculino e notou que os homens que atuavam em temperaturas baixas eram os que relatavam maior incidência de dores lombares. Na Finlândia, uma pesquisa semelhante apresentou os mesmos resultados.


Uma das causas desse aumento de dor nas costas em lugares mais frios pode ser a queda da pressão barométrica, exercida pelo peso atmosférico. Essa pressão costuma acompanhar as temperaturas mais baixas e pode inchar os tecidos circundantes das articulações, pressionando os nervos responsáveis pela dor.


A seguir, veja alguns motivos para esse aumento de dor:


1. Menor perfusão sanguínea para as extremidades: pela vasoconstrição, o fluxo de sangue pode não chegar com eficiência e quantidade necessária até as extremidades, como mãos e pés, sendo assim, as proximidades também serão afetadas, ou seja, braços, pernas, pescoço;


2. Rigidez: pela menor perfusão e menor fluxo de sangue, ocorre a rigidez. Essa rigidez causa dor;


3. Menor ativação física: levando em consideração o menor fluxo de sangue e a maior vasoconstrição, vamos lembrar que no inverno muitas pessoas não realizam atividades físicas, não se ativam fisicamente ou se alongam durante uma rotina de trabalho ou estudos. Ficam na mesma postura durante um período prolongado buscando se aquecer ou evitar o resfriamento;


4. Postura incorreta: de novo, se você pegou a linha de raciocínio até aqui, vai confirmar que ficamos mais tempo em uma postura incorreta e sem se movimentar, pois o calor do nosso corpo está no centro, no tronco, onde estão os órgãos, e é lá que está o maior fluxo de sangue.

Então, nessa época é mais comum aquela postura de cabeça mais baixa, ombros encurtados se direcionando para as orelhas, corpo inclinado para frente, peito na direção dos joelhos, como se realmente quiséssemos fazer uma espécie de bolinha com o corpo.


5. Roupas de inverno são pesadas! Coloque na balança: meia, calça jeans, blusa de manga comprida, um blusão, uma jaqueta ou casaco. Isso dá em média 4 a 5 kg, dependendo também se você usa meia-calça embaixo da calça ou outra calça e blusa térmica. Além de tudo, impossibilitam o movimento livre como no verão.


6. Desidratação: no inverno, as pessoas relatam não gostar de consumir água. Até quem gosta e tem o hábito regulado relata a diminuição, seja pela frequência de idas ao banheiro que pode incomodar algumas pessoas ou porque não sentem tanta sede. Porém, é exatamente no frio que devemos manter a hidratação alta.

A desidratação causa dor, naturalmente, tanto dor muscular (lembre-se do que eu falei sobre o envio e fluxo de sangue até as extremidades do corpo) quanto dor de cabeça. Muitas pessoas que sofrem de dores de cabeça constantes é pura desidratação. É um mecanismo protetor do corpo que está em estado de alerta, pois a falta de água está colocando em risco todos os sistemas, desde o bater do coração até a respiração. Dor e desidratação andam juntas.


Para evitar dores nas costas no frio, adaptações são a chave do problema

Aqueles que costumam sofrer dos males da coluna após as mudanças bruscas de temperatura podem contar com pequenas mudanças que ajudam a amenizar o problema.


São elas:

Espante a inatividade: apesar de ser a época ideal para repousar, o inverno também demanda a prática constante de atividades físicas, pois a inatividade pode aumentar certos tipos de dores nas costas, que podem ocorrer por conta da redução do fluxo de oxigênio e de nutrientes para os músculos e articulações. Por isso, a importância da prática de exercícios físicos.

Se possível, frequente aulas de hidroginástica ou nade em piscinas cobertas e aquecidas, pois o contato com a água quente irá aliviar as dores nas costas.


Bolsas de água quente ou toalhas aquecidas: faça a aplicação por no mínimo 20 minutos nas áreas dolorosas e no máximo uma hora. Esse breve repouso, combinado com o calor, irá oferecer um alívio temporário para a dor.


Roupas apropriadas para a estação: o uso de peças quentes, em conjunto com o pré-aquecimento do carro antes do uso e de um aquecedor em casa são essenciais para combater o frio.

A prevenção é a melhor forma de evitar sofrimento com dores na coluna ou desenvolver problemas ainda mais sérios.


Está sofrendo com dor?

Então, comece pelo início.

Primeiro você precisa de um profissional totalmente comprometido com a metodologia. É importante saber sua formação e suas qualificações.


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Você precisa se sentir à vontade, pois a sessão do Tratamento tem a ver não só com o bem-estar físico, mas também mental.


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