QUAL A DIFERENÇA ENTRE CERVICALGIA E TORCICOLO?

Atualizado: 5 de nov. de 2021

A diferença entre torcicolo e cervicalgia é que o primeiro caracteriza-se por uma dor pontual e transitória, em que os sintomas desaparecem sozinhos por volta de uma semana. A cervicalgia é um torcicolo mais grave, quando as dores persistem e se instalam progressivamente, com os sintomas cada vez mais fortes.


Além de diminuir a qualidade de vida do paciente, a dor cervical influencia diretamente na produtividade do indivíduo. As ocupações com mais predisposição para a doença são aquelas que envolvem movimentos repetitivos de membros superiores e a constante flexão da coluna cervical.


A cervicalgia e o torcicolo são condições bastante parecidas e fáceis de serem confundidas. Ainda assim, existem diferenças consideráveis entre as duas: um diagnóstico correto e específico é muito importante para a recuperação total do paciente e para que a dor não volte a aparecer.


Tanto a cervicalgia quanto o torcicolo ocorrem na coluna cervical, próxima ao pescoço, causando dor em toda a região. O torcicolo é, porém, caracterizado pela dor aguda e, na grande maioria das vezes, autolimitada – o que significa que os sintomas costumam desaparecer espontaneamente em até uma semana. É muito comum que o torcicolo surja por conta de um mau jeito ou um movimento brusco durante a realização de alguma atividade física, por exemplo. Torcicolo é ainda, um termo mais “popular”, utilizado para todas dores na região do pescoço.


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Já a cervicalgia, apesar de também se iniciar de maneira súbita, não costuma ter uma causa tão aparente e pode ser influenciada por uma combinação de fatores – como movimentos bruscos, longa permanência em posição forçada, esforço excessivo ou até mesmo traumas.

São classificados como cervicalgia os casos em que a dor na coluna cervical é mais intensa e persistente – em outras palavras, a cervicalgia seria um tipo de torcicolo mais grave e que, por este mesmo motivo, deve receber maior atenção.


Além do torcicolo e da cervicalgia, existe uma condição mais intensa, intitulada de cervicobraquialgia. Assim como as outras duas patologias, ela também causa dor no pescoço, porém, essa dor ainda se irradia para os braços e mãos. Outra diferença é que ela não atinge apenas músculos, mas também outras estruturas como nervos, vértebras e até a medula espinhal.


Abaixo, vamos compreender um pouco mais das particularidades das duas condições. Vale lembrar, porém, que apenas um médico ortopedista é capaz de realizar um diagnóstico preciso e, por isso, em caso de insistência da dor e de outros possíveis sintomas, o paciente deve procurar por um ortopedista.


Torcicolo

Como já vimos, o torcicolo é a dor na nuca ou coluna cervical que costuma aparecer após algum tipo de mau jeito – que pode ocorrer durante a noite, no dia a dia, ou durante a prática de atividades físicas. Isso acontece porque, no momento em que ocorre o mau jeito, há a tensão involuntária dos músculos, resultando assim nos sintomas.


Além das causas já mencionadas, é importante saber que fatores (como ansiedade e estresse) também podem levar a um torcicolo. Doenças infecciosas como sinusite ou meningite, ou ainda outras patologias como artrite, osteoporose, fibromialgia, hérnia de disco e até escoliose ou lordose também estão associadas a casos de torcicolo.

Os torcicolos podem atingir qualquer idade, mas costumam ser mais frequentes em adultos e mulheres.


É importante que o paciente fique atento ainda a sinais como falta de ar, náusea, vômitos, dores nos braços, mandíbula e garganta. Torcicolos acompanhados desses sintomas podem sugerir um ataque cardíaco e o paciente deve recorrer imediatamente a uma assistência médica.


Além da dor na cabeça irradiada, principalmente da região da nuca e pescoço, é normal que o paciente sinta rigidez e dificuldade de mexer o pescoço, tremores na região, certo inchaço e sensibilidade ao toque. Na maioria das vezes, o diagnóstico do torcicolo é clínico, podendo ou não haver necessidade de outros exames que confirmem o problema.


Quanto ao tratamento, pode ser necessário imobilizar o pescoço e fazer o uso de medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares e analgésicos.


Cervicalgia

A cervicalgia, por ser mais intensa que o torcicolo, geralmente está associada à má postura cotidiana, realização de movimentos repetitivos, trauma ou ainda excesso de sobrecarga nos membros superiores. Ela ainda pode estar ligada a fraturas, ou outras doenças como a Síndrome Dolorosa Miofascial, osteoartrose, artrite, lúpus, espondilite anquilosante, disfunções da articulação temporo-mandibular, hérnia de disco, entre outras.


Também diferente do torcicolo, os sintomas da cervicalgia aparecem de maneira insidiosa, ou seja, se intensificam aos poucos e não desaparecem ou melhoram espontaneamente com o tempo, sendo necessário um tratamento e um programa de reabilitação. A dor na coluna cervical e/ou dor na nuca também podem se irradiar para outras regiões, como ombros, braços ou outras áreas da coluna.


O diagnóstico da cervicalgia ou cervicobraquialgia é feito por meio de exames de imagem, como raio-x, tomografia, ressonância magnética ou ainda por meio de eletroneuromiografia ou termografia. Esses tipos de exames vão ajudar a identificar as possíveis causas do problema e o caminho mais eficiente no tratamento.


Além do uso das medicações citadas no tratamento do torcicolo, para os casos de cervicalgia crônica é importante que haja um programa de reabilitação associado, a fim de não só melhorar os sintomas, mas corrigir a postura do paciente, recuperar totalmente a coluna cervical e prevenir uma recorrência dos sintomas. A cirurgia é necessária apenas em casos raros.


A realização de uma consulta com um médico ortopedista de confiança que possa ajudar o paciente a encontrar a melhor solução e caminho é indispensável nestes casos.


Prevenção

Tanto o torcicolo quanto a cervicalgia podem ser facilmente prevenidos apenas mantendo um estilo de vida saudável, que envolva oito horas de sono saudável, alongamentos diários e cuidados com a postura. Pessoas que possuem rotinas estressantes também devem ficar atentas a fatores emocionais e psicológicos, como o estresse e a ansiedade, que podem influenciar uma tensão na região da coluna. O tratamento das dores recorrentes envolve uma avaliação da região bucal e respiratória.


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