EXERCÍCIOS FÍSICOS MELHORAM OU PIORAM AS DORES NO NERVO CIÁTICO?

Atualizado: Set 10

As pessoas acometidas de dor ciática foram as que nos levaram a montar o nosso programa de exercícios de fortalecimento muscular especial para os músculos das costas. Tudo começou devido ao alto número de pacientes que tinham recorrência com dor ciática.


A frequência com que recebíamos e ainda recebemos no nosso consultório pacientes com dores oriundas de alongamentos e exercícios incorretos realizados nas academias e estúdios de pilates é assustadora.


A população tem procurado esses centros no intuito de melhorar a sua qualidade de vida, e não para se machucar. Trabalhar com pessoas que sofrem de dores nas costas e programar exercícios específicos é um tema novo para os profissionais de educação física e os fisioterapeutas. Ainda não existe na grade curricular dessas duas formações uma escala de aprendizagem sufi ciente para prevenir esses acidentes constantes.


Foi nesse sentido que iniciamos uma série de reuniões científicas com médicos ortopedistas especialistas em coluna, radiologistas, profissionais de educação física e fisioterapeutas, a fim de eliminar os exercícios que traziam prejuízos para a coluna vertebral dos nossos pacientes.


Dessa forma, nos empenhamos nesse assunto e montamos também uma grade de exercícios especiais que são benéficos e contra-indicamos outros exercícios que sejam prejudiciais para quem tem problema na coluna.


Conforme bem estabelecido na literatura, as crises que acometem a coluna vertebral, notadamente a região lombar, decorrem de inúmeros fatores, sendo a maioria passível de modificação. Seguindo essa linha de raciocínio, um plano de ação para prevenir novas crises deveria focar incondicionalmente os fatores potencialmente modificáveis.


O problema é que, nesse caso, serão necessários investimentos em médio e longo prazo, que exigem persistência e disciplina, condições cada vez mais em falta em um mundo que hipervaloriza a comodidade pessoal e abusa da tecnologia.


É tentadora e parece lógica a opção pelo repouso total após uma crise de dor nas costas, mas a literatura demonstra com muita clareza que o imobilismo está entre as piores decisões que se pode adotar na presença de dor crônica na coluna vertebral. Obviamente, durante uma crise aguda de lombalgia, os movimentos do tronco e dos membros ficam bastante comprometidos.


Mas, após diagnóstico adequado e tratamento médico da fase aguda, é recomendável o retorno gradual às atividades físicas cotidianas e, em seguida, ao programa de exercícios que deverá receber alguns ajustes. Normalmente, essa sequência somente é possível após tratamento fisioterapêutico.


Quanto mais restrições o indivíduo apresentar, mais próximo deve ser o acompanhamento profissional. Afinal, até exercícios simples podem desencadear uma crise de dor, caso não sejam executados com técnica adequada. Se questões de ordem operacional ou financeira não permitirem uma supervisão profissional adequada, o programa de exercícios deverá ser elaborado com margem de segurança ampliada (exercícios mais simples e com menor intensidade), mesmo sabendo que a velocidade e a magnitude dos resultados serão menores.


MÉTODOS UTILIZADOS


Uma das evidências mais claras no estudo da dor nas costas é que não há como definir qual o programa de exercícios mais indicado. É frequente o indivíduo acometido de problemas na coluna vertebral seguir a recomendação de exercícios físicos do profissional de saúde (médico ou fisioterapeuta) que o tratou.


Porém, nem sempre é possível garantir que esse profissional conheça as opções, os ajustes e os métodos disponíveis, e que considerou na sua sugestão questões operacionais e motivacionais, essenciais para garantir uma aderência adequada ao programa de exercícios.


Não há uma fórmula pronta, uma “receita de bolo” que possa ser aplicada indistintamente em todas as pessoas com o mesmo diagnóstico que causa dor na coluna vertebral. A diversidade dos métodos utilizados, a competência do profissional responsável e a natureza multifatorial dos problemas que acometem a coluna vertebral inviabilizam a adoção de um protocolo único.


Há estudos demonstrando a eficiência de pilates, treinamento funcional, musculação convencional, ioga, caminhada, entre outros, no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Parece que o principal determinante dos resultados é como os exercícios são prescritos e supervisionados.


Além das informações decorrentes de relatórios dos profissionais de saúde que acompanharam as fases iniciais do problema, dos laudos dos exames de imagem e da avaliação física inicial, antes da prescrição de exercícios propriamente dita, é fundamental compreender como se sente um indivíduo recém-chegado de um tratamento de quadro agudo ou crônico de dor na coluna vertebral: inseguro sobre suas possibilidades de movimento, com muito medo de novas crises e, no caso de praticantes regulares de atividade física, ansioso para treinar.


Respeitar esse momento de retorno, atentar para as particularidades de cada caso e progredir de acordo com as respostas aos exercícios aumenta bastante a chance de sucesso.


Antes de qualquer estímulo específico para os músculos responsáveis pela estabilidade e mobilidade da coluna vertebral, é necessário um ponto de partida.


Ou seja, o profissional de saúde responsável pela prescrição de exercícios precisa saber qual o nível inicial de complexidade motora e intensidade do treinamento de tal forma que os exercícios consigam gerar as adaptações fisiológicas necessárias para proteção da coluna vertebral sem expor essa mesma estrutura ao risco de lesão. Nesse caso, uma avaliação física específica e adaptada para o egresso de uma crise da coluna vertebral poderá trazer as respostas desejadas.


Concluída a avaliação, o responsável também deverá determinar nível de supervisão profissional durante os exercícios. De um modo geral, um dos principais objetivos dos programas de condicionamento físico para indivíduos com dor na coluna vertebral é o desenvolvimento dos componentes da aptidão física associados ao estado de saúde.


Aptidão física relacionada à saúde congrega características que, em níveis adequados, possibilitam maior eficiência para o trabalho e lazer, além de reduzir risco de desenvolver doenças ou condições crônicas não transmissíveis associadas ao sedentarismo. Sempre que os objetivos de um programa de exercícios incluírem prevenção, manutenção ou recuperação da saúde, os principais componentes da aptidão física relacionada à saúde deverão ser contemplados. Assim, o programa deverá incluir:


Treinamento da flexibilidade

Posturas de alongamento estático ou exercícios dinâmicos de mobilidade.


Treinamento aeróbio

Prática contínua ou fracionada de exercícios predominantemente cíclicos como: caminhada, ciclismo, corrida, natação, circuito aeróbio (treinamento consecutivo em dois ou três ergômetros diferentes. Exemplo: em vez de caminhar 30 minutos na esteira ergométrica, o treinamento pode incluir 15 minutos de caminhada na esteira, 10 minutos na bicicleta ergométrica e 5 minutos no elíptico).


Treinamento da força muscular

Fundamentado na execução de exercícios resistidos (quando os movimentos acontecem contra alguma resistência externa como um halter, uma barra, um extensor de borracha, etc).


O grau de participação de cada um desses componentes deverá variar de acordo com os objetivos, nível de condicionamento físico individual, restrições de saúde, disponibilidade de tempo e motivação. No caso específico de indivíduos que apresentam dor na coluna vertebral, as principais recomendações para prescrição e supervisão de exercícios resistidos com foco na Aptidão Física Relacionada à Saúde (AFRS) são:

  1. Explicar que, durante eventuais crises agudas, o treinamento deverá ser ajustado ou suspenso até a liberação do profissional de saúde responsável pelo tratamento.

  2. Incluir exercícios corretivos para os padrões de movimentos disfuncionais.

  3. Priorizar os exercícios de flexibilidade e mobilidade para os músculos mais tensionados e articulações com restrição na amplitude de movimento.

  4. Para o treinamento aeróbio, é importante destacar que os sintomas relacionados às regiões corporais acometidas devem atuar como parâmetros de volume e intensidade do treinamento.

  5. Estimular os diferentes componentes da força muscular de forma progressiva e gradual, selecionando exercícios que não evidenciem sintomas.

ATENÇÃO

Se você tem dor, NÃO se auto-medique sem saber a causa das suas dores.

Não existe medicamento mágico, pomada, massagem, técnica revolucionária, exercício único! Esqueça isso!

Não existe receita de bolo, ou seja, cada paciente precisa de um tratamento específico para seu caso e por isso uma avaliação é fundamental!

Outra coisa, você pode até fazer um exame, mas não acredite em tudo que vai ler!

Leve este exame a um bom profissional que saiba ler e interpretar bem o laudo, mas faça PRINCIPALMENTE uma boa Avaliação Física utilizando testes Ortopédicos e Neurológicos com embasamento Científico! Só assim você vai tratar o que de fato te causa dor!


No passado as pessoas eram obrigadas a sofrer, pois estas patologias não tinham cura e nem TRATAMENTO. Mas as pesquisas e estudos avançaram e HOJE a Fisioterapia já está conseguindo ajudar a ELIMINAR as dores.


Aqui na clinica (ONE FISIOTERAPIA), realizamos esse processo e estamos colhendo muitos DEPOIMENTOS de pacientes que estão ficando cada vez mais satisfeitos com os resultados.

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Primeiro você precisa de um profissional totalmente comprometido com a metodologia. É importante saber sua formação e suas qualificações.

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Você precisa se sentir à vontade, pois a sessão do Tratamento tem a ver não só com o bem-estar físico, mas também mental.

Marque também um Tele-atendimento. É a melhor forma de ter um primeiro contato com a técnica e o Especialista que irá lhe atender e mostrar seus exames, contar um pouco da sua história, das suas queixas, dos tratamentos que já realizou e não obteve sucesso e tirar TODAS as suas dúvidas.

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