QUE É TENDINITE?

A tendinite ou tendinopatia é a inflamação de um tendão. Podemos ter tendinite no ombro, cotovelo, quadril, punho, joelho, tornozelo entre outras articulações.


As tendinites, dependendo dos locais de incidência, podem ser classificadas em diferentes sub-tipos:

1. Entesite – tendinite de inserção

2. Tenossinovite – inflamação da bainha sinovial tendinea

3. Peritendinite – inflamação da junção músculo-tendínea

4. Tendinite Ossificante – cronificação da inflamação com depósito de cristal de hidroxiapatita.



Qualquer tendão no corpo humano pode ser afetado, mas aqueles localizados nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos, tornozelos e pés, são os mais freqüentes.


Tendinites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas e, ao contrário da artrite, elas não causam deformidade.


A causa mais comum de tendinites é o trauma local ou “overuse” (excesso durante trabalho ou jogo), particularmente se o paciente tem um mau condicionamento físico, má postura, ou usa o membro afetado em uma posição forçada e desajeitada.



No quadril e coxa podemos encontrar diversos tendões. Um tendão é uma espécie de “fita” ou “cordão” que tem como função conectar (ligar) os músculos com os ossos.

No quadril podemos encontrar os músculos glúteos (máximo, médio e mínimo). Na coxa, podemos dividir os músculos em região ântero-lateral (tensor da fáscia lata, sartório, quadríceps), região posterior (bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso) e região póstero-medial (músculos adutores: gracillis, pectineo, adutor longo, adutor curto, adutor magno).

A tendinite pode ocorrer em qualquer um dos tendões desta região. No entanto, alguns tendões são mais suscetíveis à lesão. Acresce que algumas atividades ou desportos podem ser mais frequentemente associados a determinados tipos de tendinite.

Os tendões dos músculos glúteos (máximo, médio e mínimo) são os mais afetados por tendinites na região do quadril. A dor situa-se na zona lateral do quadril, podendo irradiar para a face lateral da perna. Para além destes, o tendão do músculo ílio-psoas e dos músculos adutores, principalmente do tendão do longo adutor também são frequentemente atingidos por tendinites. A tendinite da fáscia lata também é relativamente frequente. A fáscia lata é o tendão da face lateral da coxa (que se estende desde o quadril até ao joelho).



Atualmente, o termo tendinopatia é o mais usado e abrange as inflamações e micro roturas do tendão. Todavia, muitos são os médicos que continuam a utilizar o termo tendinite. Uma tendinite é um problema que apresenta, normalmente, prognóstico favorável, desde que seja tratada atempada e adequadamente. Todavia, em determinados casos, podem ocorrer complicações que dificultam a reabilitação. A tendinite crónica ou tendinites de repetição são consideradas um fator de risco para as roturas do tendão (o tendão rasga de forma parcial ou total). Uma ruptura ou rotura de um tendão é uma lesão que apresenta maior gravidade quando comparada com uma inflamação (tendinite). Veja mais informação em tratamento.

Para além da tendinite, a bursite do quadril é causa frequente de dor no quadril e coxa. Uma bursite é uma inflamação de uma bolsa sinovial (ou bursa). No quadril existem quatro bursas. A bursite trocantérica é a que mais frequentemente ocorre no quadril, provocando dor na face externa (parte de fora do quadril) estando associada, frequentemente, com a tendinite da fáscia lata.

Tendinite do quadril e coxa - causas Ainda que qualquer pessoa possa desenvolver uma tendinite, existem grupos de indivíduos que estão mais propensos a lesionar os tendões, como por exemplo, aqueles que realizam os mesmos movimentos repetitivamente em desportos, nas suas profissões ou atividades diárias. A lesão sucede com maior frequência em desportistas que praticam atividades físicas que exigem o uso excessivo dos músculos / tendões atrás mencionados. Desportos como futebol, atletismo, ciclismo, etc. que exigem esforços repetitivos, podem estar na origem das tendinites. Alguns fatores de risco para as tendinites no esporte são: esforço em demasia (treino excessivo), aumento repentino da carga de treino, uso de calçado desportivo inadequado, superfícies de treino irregulares, entre outras. Porém, a lesão pode suceder também em praticantes não profissionais e em pessoas que não praticam qualquer atividade desportiva. Os idosos também podem estar mais sujeitos à doença, devido ao desgaste progressivo das articulações. Tendinites de quadril e coxa - sintomas Os principais sinais e sintomas são a dor no quadril e/ou na coxa e a rigidez que surge gradualmente durante dias ou meses de localização variável, dependendo dos tendões afetados. Veja acima informação sobre a anatomia, para melhor perceber a localização da dor. A dor, por norma, piora ao longo do tempo e agrava-se durante a prática de atividade física. A dor do quadril pode irradiar para a perna. Pode também sentir maior rigidez quando inicia o exercício ou quando se levanta de manhã. A região afetada pode apresentar-se vermelha, quente ou “inchada”, mediante a gravidade da inflamação. O paciente pode sentir dificuldade em movimentar as pernas, sentir cãibras nas pernas, particularmente após longos períodos de repouso. Pode ocorrer dificuldade em caminhar, sentar-se ou ficar deitado “de lado” (dependendo dos tendões afetados).

Tendinite de quadril e coxa - diagnóstico O diagnóstico de tendinite é feito através da recolha da história clínica, do exame médico e recorrendo, se necessário, a exames complementares de diagnóstico. A ecografia (ou ultrassonografia) pode permitir-nos visualizar um espessamento por edema do tendão. A ressonância magnética (RM) não é, habitualmente, usada para diagnosticar a tendinite, pelo menos numa fase inicial. No entanto, a RM é um exame com excelente acuidade diagnóstica quer nas tendinites quer no diagnóstico diferencial de outras patologias. A RM pode também ser importante para quantificar a lesão e permitir-nos planear uma possível intervenção cirúrgica. A radiografia (raio x) não permite diagnosticar uma tendinite, mas é um exame que pode ser usado no diagnóstico diferencial de outras patologias (para excluir outras doenças como por exemplo a