DISPLASIA DE QUADRIL EM BEBÊS E CRIANÇAS. CAUSA, SINTOMA E TRATAMENTO.

Atualizado: Ago 28

O quadril é uma articulação “bola-e-soquete”. Em um quadril normal, a bola na extremidade superior do fêmur encaixa firmemente no soquete, que é parte do grande osso da pelve. Em bebês e crianças com displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), a articulação do quadril não se formou normalmente. A bola está solta no soquete e pode ser fácil de deslocar.



Embora a DDQ seja mais frequentemente presente no nascimento, ela também pode se desenvolver durante o primeiro ano de vida de uma criança. Pesquisas recentes mostram que os bebês cujas pernas são agasalhadas firmemente com os quadris e joelhos em linha reta estão em um risco significativamente maior para desenvolver DDQ após o nascimento. Como agasalhar (charutinho) torna-se cada vez mais popular, é importante para os pais aprender a envolver e proteger seus bebês com segurança e entender que quando feito de forma inadequada, pode levar a problemas como a DDQ.

Descrição

Em todos os casos de DDQ, o soquete (acetábulo) é raso, o que significa que a bola do fêmur não pode se encaixar firmemente no soquete. Às vezes, os ligamentos que ajudam a manter a articulação no lugar são esticados. O grau de afrouxamento do quadril, ou instabilidade, varia entre as crianças com DDQ.

  • Deslocados. Nos casos mais graves de DDQ, a cabeça do fêmur está completamente fora do soquete.

  • Deslocável. Nestes casos, a cabeça do fêmur fica dentro do acetábulo, mas pode ser facilmente empurrada para fora do soquete durante um exame físico.

  • Subluxável. Em casos leves de DDQ, a cabeça do fêmur é simplesmente solta no soquete. Durante um exame físico, o osso pode ser movido dentro do soquete, mas não deslocado.

No Brasil, 1 a 2 crianças podem desenvolver displasia para cada 100 nascidos.

A displasia no quadril, ou luxação congênita de quadril como também é nomeada, é uma condição que pode se apresentar logo após o nascimento do bebê. Sua alteração prejudica completamente a estabilidade das articulações devido ao mau encaixe do fêmur com a bacia, dando a impressão de o quadril estar “solto”, ou como é chamado pelo termo medico, displásico.

As ocorrências de displasia no quadril ou DDQ que é a sigla de nomeação do problema é considerada comum e pode ocorrer em 1 a cada 60 bebês nascidos, com maiores incidências em bebês meninas e na cor branca. A suspeita da displasia praticamente em todos os casos ocorre já na maternidade pelo pediatra neonatologista.


Diagnóstico

Através dos exames de praxe no berçário da maternidade é notado o “click” ao examinar o quadril do bebê. Além do barulho característico é possível observar certo ressalto ao movimentar o quadril e que são fortes indicativos da displasia.

IMPORTANTE: Quando descoberta em fase neonatal o tratamento tem resposta muito mais rápida do que em qualquer fase da vida. O diagnóstico precoce encurtará o período de tratamento e oferecerá resultados mais concretos.

Após suspeita é necessário prosseguir a investigação detalhada até fechamento do diagnóstico, onde um ortopedista pediátrico especializado que deverá avaliar o quadro. O diagnóstico só pode ser feito após a realização do exame de imagem, mais especificamente o ultrassom. Através da ultrassonografia é possível não só confirmar a displasia no quadril como avaliar o grau e a gravidade do problema. A displasia é separada por dois tipos, leve ou grande.


Por que ocorre a displasia no quadril?

Após anos de estudos e pesquisas concluiu-se que a displasia no quadril pode ocorrer por dois fatores.

O primeiro que é considerado de fator genético ou familiar, o bebê já nasce com problemas nos ligamentos de todas as articulações onde se apresentam de formas afrouxadas e totalmente instáveis.

O segundo fator é mecânico, onde é gerado pela posição do bebê dentro do útero, onde sua posição pélvica afeta ou favorece a existência da displasia. Como no caso da redução do liquido amniótico, bebês muito grandes ou os bebês que nascem pelas nadegas. Através dos exames de avaliação no pré-natal já é possível detectar precocemente o problema e traçar o esperado após o nascimento.


Como tratar a displasia no quadril?

Como na maioria das doenças e problemas de saúde, quanto antes for diagnosticado e tratado melhores são os resultados e mais rápida a recuperação. Assim que notado sinais da displasia no quadril, o bebê deve ser avaliado por um ortopedista se possível já nas primeiras semanas de vida.

Dependendo do grau de intensidade da displasia no quadril já é possível ser iniciado o tratamento com a ajuda de aparelhos ortopédicos que irão manter as coxas do bebê flexionadas e afastadas uma da outra. O aparelho mais indicado nestes casos é parecido com os famosos suspensórios, por isso nomeado de suspensório de Pavlik.

Essa posição permite uma maior estabilidade ao quadril, mantendo a cabeça do fêmur centralizada e sua imobilização fará com que as articulações sejam remodeladas.

Quando diagnosticado de forma tardia, o tratamento pode ser mais longo e oferecer resultados mais lentos. Normalmente bebês após os 6 meses de vida que possuem displasia no quadril e não recebem o tratamento adequado após o nascimento tendem a ter o problema agravado, proporcionando um desencaixe ou luxação do quadril.

Nestes casos é necessária uma intervenção com a ajuda de anestesia onde é realizada uma tração dos membros, liberação dos músculos e tendões que estão encurtados. Esse procedimento tem o nome de tenotomia e após a realização é necessário o engessamento para que o quadril possa ser reencaixado.

Existe tratamento quando diagnosticado tardiamente?

No caso de bebês que não recebem o diagnóstico até o primeiro ano de vida e só são notados problemas no quadril quando começam a andar, as chances de tratamento se tornam praticamente nulas, sendo necessária unicamente a intervenção cirúrgica para correção.

O procedimento nestes casos se chama de osteotomia, onde o osso precisa ser cortado e fixado na posição considerada correta. Após a realização o engessamento é necessário para finalizar o reencaixe.

O foco de todos os tratamentos descritos é de colocar a cabeça do fêmur em posição centralizada e adequada a cavidade da bacia e o próprio corpo do bebê se encarregue de retornar suas funções. Quando não devidamente tratada, a displasia no quadril pode gerar limitações de movimentos e ainda a criança desenvolver osteoartrite e outras patologias na fase adulta, além de dores intensas. O tratamento é essencial para proporcionar uma vida de qualidade e sem ser necessário intervenções cirúrgicas e tratamentos medicamentosos para controle da dor quando adultos.


Já sabe né! Tem dor, NÃO se auto-medique sem saber a causa das suas dores.

Não existe medicamento mágico, pomada, massagem, técnica revolucionária, exercício único! Esqueça isso!

Não existe receita de bolo, ou seja, cada paciente precisa de um tratamento específico para seu caso e por isso uma avaliação é fundamental!

Outra coisa, você pode até fazer um exame, mas não acredite em tudo que vai ler!

Leve este exame a um bom profissional que saiba ler e interpretar bem o laudo, mas faça PRINCIPALMENTE uma boa Avaliação Física utilizando testes Ortopédicos e Neurológicos com embasamento Científico! Só assim você vai tratar o que de fato te causa dor!

No passado as pessoas eram obrigadas a sofrer, pois estas patologias não tinham cura e nem TRATAMENTO. Mas as pesquisas e estudos avançaram e HOJE a Fisioterapia já está conseguindo ajudar a ELIMINAR as dores.


Aqui na clinica (ONE FISIOTERAPIA), realizamos esse processo e estamos colhendo muitos DEPOIMENTOS de pacientes que estão ficando cada vez mais satisfeitos com os resultados.

Clique AQUI para ver os depoimentos.


Está sofrendo com dor?

Então, comece pelo início.

Primeiro você precisa de um profissional totalmente comprometido com a metodologia. É importante saber sua formação e suas qualificações.

Faça uma visita ao Instituto escolhido para ver como se sente, se gosta do ambiente.

Você precisa se sentir à vontade, pois a sessão do Tratamento tem a ver não só com o bem-estar físico, mas também mental.

Marque também um Tele-atendimento. É a melhor forma de ter um primeiro contato com a técnica e o Especialista que irá lhe atender e mostrar seus exames, contar um pouco da sua história, das suas queixas, dos tratamentos que já realizou e não obteve sucesso e tirar TODAS as suas dúvidas.

Que tal agendar um Tele atendimento GRATUITO e conhecer melhor nosso método?

Acesse nosso site clicando aqui e agende AGORA seu atendimento!

#drgiulianomartins #onefisioterapia #dornascostas #dornoquadril #herniadedisco #displasiadequadril #ciatico #artrose #dornojoelho #fibromialgia #dornoombro #pilatesribeiraopreto #quiropraxiaribeiraopreto #fisioterapiaribeiraopreto #pilatescuritiba #quiropraxiacuritiba #fisioterapiacuritiba

32 visualizações

CONTATO

Ribeirão Preto

Rua José Jaime Delibo, 160
CEP 14026-563 - Ribeirão Preto/SP

Curitiba

Av. Silva Jardim, 3161
CEP 80240-021 - Bairro Água Verde - Curitiba/PR

Qual unidade gostaria de falar ?

© 2020 por ONE Fisioterapia. Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Onegate